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Babá de Pato

Nunca troquei fraldas, nem fui baby sitter, mas ser babá de pato não foi fácil. Donaldinho ficava a maior parte do tempo na sua gaiolinha. Quando eu estava em casa, soltava ele no meu quarto, sobre uma toalha velha onde ele fazia suas várias e incansáveis necessidades. Com o tempo ele ganhou a simpatia da galera do apartamento e passou a circular pelas outras dependências, ganhou até uma bacia onde brincou por umas...2 semanas. Patos crescem muito rápido.


Mas o tenso mesmo eram os passeios. Ah o quê?? Tem que levar o bicho pegar sol, caminhar, nadar nos laguinhos. E levar onde, sem coleira, sem carro, num país estrangeiro e um animal não convencional? Na bolsa, óbvio. Lá ia eu, de bicicleta, com o pato na bolsa, para os parques de Barcelona, levar Donaldinho passear e nadar. Se eu não fui internada naquela época, nunca mais alguém me interna.

E quando coloquei o pato para nadar num chafariz e ele não queria sair por nada no mundo e eu tinha que ir trabalhar e tive que entrar no chafariz atrás do meu filh, ops pato? Tô dizendo, ninguém me interna.

Fato era que eu amava aquele fedido. Mas não podia ficar com ele. E não havia lugar que eu pudesse doá-lo. Lojas de animais, parques, até fazenda-escola eu tentei, nada. O jeito era tentar habituar Donaldinho a seu ex-passado-futuro habitat: o lago do Parc de la Ciutadella, um dos parques mais bacanas de Barcelona.


E assim foi, depois de 3 meses de muito amor e alguns perrengues, passei a deixar o pato no lago do parque, que era onde sempre íamos passear. Primeiro deixava por duas horas e voltava buscá-lo – o mais fofo era que ele, no começo, saía do lago atrás de mim. Depois eu fui aumentando esse tempo. Claro que ali tinham outros patos e não demorou muito ele se enturmou com a galera. Uma semana depois ele nem lembrava mais de mim. Óooo. Malditos patos que não tem olfato e não geram relação de amor com suas mães.


Essa é a última foto que eu tenho dele. Enorme, não? Filhote orgulho da mamãe!

VEM, GENTE

Ah, o amor. L'amour. La pasión. 
O que, senão o encantamento, o pulsar do coração (el latir del corazón, em espanhol - Europisei também é cultura) explicaria o fato de meu Grooveshark ficar em looping entre Jorge Drexler, Orishas, Jarabe de Palo e outros cantores hispânicos?


VEM GENTE (homenagem honesta à Xuxa. Não sabe do que eu estou falando? Clique aqui.), vem pra Barcelona:


BARCELONA SOME REASONS from nueve ojos on Vimeo.

Como se divertir subindo as escadas

Já falei sobre malhar em Barcelona, mas essa inicativa da Volkswagen supera qualquer aula de step. Parte da campanha The Fun Theory, a ação recriou um piano nas escadas da estação Odenplan, na Suécia, para incentivar as pessoas a optar por uma opção mais saudável na hora de acessar o subway.

Resultado? 66% das pessoas optaram pelas escadas tradicionais.

Se eu tivesse por lá no meu mochilão, com certeza perderia todos os trens para ficar tocando Da-Da-No-Ni-Nho-Dá..

Dicas de hospedagem na Europa

Como muita gente sabe - ou não - eu morei dois anos na Europa, grande parte desse tempo em Barcelona. Lá trabalhava no Kabul, um dos melhores albergues da Europa, por vezes de bartender, por vezes na recepção (maioria do tempo no bar, diziam que eu levava mais jeito pra coisa, nunca entendi bem porquê).
Fato é que na recepção do hotel, coisas bizarras aconteciam. Como e-mails de reservas do tipo:
"Bom dia, estou reservando o quarto de 4 camas para eu e mais 3 amigos. Gostaria de saber qual a possibilidade de haver outras pessoas no quarto además do nosso grupo"
Vamos lá, prezado estúpido remetente. São 4 camas. Uma, duas, três, QUATRO. Você mandou o e-mail para reservar o quatro para você e mais três amigos. Some os palitinhos I I I I. A não ser que o Gasparzinho venha se hospedar aqui, acho que você já deve ter entendido a resposta..
Pena, pena que eu não tinha uma liberdade maior de comunicação com os adoráveis mochileiros.

Se você está indo viajar para Europa, passo outras dicas de o que não fazer num check in de hotel. Coisa básica. (a cena n°3 era a mais frequente no Kabul. E o pior é que ainda tenho saudades daquele lugar)


Praias da Espanha

Quando um amigo disse que a posição nº1 no iTunes de Espanha era da Kylie Minogue, não fiquei surpresa.
Afinal, com cidades praianas como Sitges, a 30 minutos de Barcelona, não é difícil de pensar que tenha público para escutar os hits como Get Outta My May e All the Lovers. Pra que não conhece, uma amostra da praia:
No meu primeiro ano de mochilão pela Europa, fui pra Sitges com a galera do albergue de Barcelona. Meldes, como me diverti. Alex, o americano que trabalhava no bar comigo e era o Don Juan das menininhas mochileiras, não desgrudava da minha mão, desesperado com os outros menininhos tipo os do vídeo que o cercavam:
- não me deixe sozinho aqui, não me largue, não me abandone.
Sitges é mais que a praia, obviamente. Pra lá que a maioria do pessoal que está em Barcelona migra no Carnaval. Lembrem-se que época de Carnaval no hemisfério Europeu é o inverso daqui, portanto um bocado frio. Nada de mulheres semi nuas, biquíni etc, mas fora isso, muita cerveja e sangria
Lógico que eu passei um Carnaval lá. Fantasiada de boxeadora, com direito a nocaute. Mas isso é história para outro post..

Onde Malhar em Barcelona

Essa foi de uma vez que fui meter o bico a fazer academia em Barça. E não era numa acedemia qualquer, era no Holmes Place, uma das melhores cadeias de wellness, ftiness e babaquiness da península ibérica. Pois bem, aproveitei uma promoção de 3 meses com desconto de já não lembro quantos por cento, e fui fazer.... Vejam o meu relato de uma tarde naquela academia.. 


Live from Barcelona Holmes Place, it´s Camila Friday Morning Life!
Pois, estou acá na zona wi-fi da minha nova academia em Barcelona. Parentesis. Sabe como eles chamam wi-fi? Tal como se escreve, ou seja, uifi. Depois a gente que é chamado de subdesenvolvido.
Bueno, entre uma aulinha e outra - porque aqui tudo é express, eles cortam a aula em 15 minutos, então tem um intervalo de ócio que eu aproveito para interar-vos do que passa, resolvi contar um pouco desse achado que é essa academia.

Primeiro, é chiquetérrima. Nao sou eu que sou pobre nao, a ducha é maior que da minha propria casa aí no Brasil. Tem gel de ducha e xampu. Creme hidratante. Cotonete - que eu usei ontem e quase fiquei surda, isso que dá esquecer-se dos buracos. Secadores pontetissimos. Sauna a vapor. Secadora de maiô. Recepcionistas de terno e gravata. Restaurante chique. E tem também ela. A balança. Maldita. De última geração. Histerica. Báscula, como se diz por aqui.


Outro dia fui me pesar. Não cheguei nem a ver o resultado. Basta subir na desgraçada que ela começa a apitar como se dizendo para todo mundo "mira, mira la brasileña con la pancita de cerveza, mira su peso!". Mas nao é um apitinho qualquer não. É quase um guarda de trânsito..piiiiiiiiiiiii......piiiiiiiiii! Alerta não só o resto das habitantes magrelas e saradas do vestuario, mas me da a impressão que avisa a academia inteirinha que tem alguem se pesando. Só falta projetar teu peso num home theater high tech nas tvs de plasma que estao em frente das esteiras. Bicha, essa balança tinha que ser bicha, escandalosa!
 
ps.: sim, ela ainda sobrevive por que não encontrei uma oportunidade de estar a sós com a desgracida. E até agora eu nao faço idéia do meu peso.

Ps 2: terminados os 3 meses de promoção da academia eu, que não sou ryca, fui obrigada a migrar para outra mais simplinha, sem balança histérica, sem cotonete e sem, pasmem, sabonete. A vida de retirante é dura, minha gente.